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DIA DO ESTUDANTE- 20/08/2007
Olinda, sexta-feira, dia 10 de agosto de 2007, início de tarde. O sol luta para romper as cortinas de chumbo das nuvens. Os dois ônibus chegam, e deles saem as crianças, alunos e alunas ansiosos para curtirem cada segundo no MIRABILÂNDIA observando tudo e ouvindo a responsável pelo grupo, que me fala das coordenadas a seguir. Ouço e indago comigo mesmo: - O que me espera? A missão é, a princípio, bem simples: observá-los, ajudá-los em caso de necessidade, e, de alguma maneira, também aproveitar cada instante, afinal, a caminhada será longa. Ao meu lado os companheiros professores, colegas na luta diária em sala de aula, aqui rompendo os limites do Evolução e fazendo do labor, uma prazerosa e responsável brincadeira.
Liberada a entrada, todos passam, ventos velozes. Andando em meio aos brinquedos, aceno, saúdo e sorrio para cada criança que neles se encontra. E me alegro ao sentir satisfação e felicidade delas por estarem desafiando seus limites e medos, tudo em nome da diversão. Eu, esse estranho passageiro, que nunca em toda a vida havia entrado em um Parque, não por temor, pois já tive outros desafios maiores, mas pelo fato de ter amadurecido demais a criança que em mim um dia habitou (e sei que no íntimo ainda faz no meu ser morada). O tempo, esse velho sábio, me compreende. E é ele quem faz a tarde correr, ligeira como os meninos e as meninas, suados, felizes, mas nunca satisfeitos, afinal, ainda há muito a desafiar. O sol se despede para a noite adentrar. Com ela a chuva anunciada durante todo o dia.
À noite, após as pausas para os lanches, conversas e descansos afins, o alunado ainda está desejoso de correr, subir, rodar, enquanto outros, frutos em transformação, procuram dançar, paquerar, enfim, vivenciar saudavelmente o que a idade pede para aflorar. Porém, eis que é chegada à hora, o tempo é inexorável, todos devem responsavelmente dirigir-se à saída. Os ônibus já os esperam. No caminho de volta a certeza que terão muito a contar: choros, gritos, risos, momentos inesquecíveis. Observando tudo, aqui do meu espaço imaginário, ouvindo longe um sambinha improvisado, sei que, apesar da chuva que nos molhou as faces, no interior de cada ser presente: alunos, professores, colegas de apoio, motoristas, há um sol a iluminar nossas almas. A missão foi cumprida com êxito! E não haverá nada, nem ninguém, que faça essa luz ser encoberta. Todos retornam aos seus lares. Jaboatão dos Guararapes, a data é a mesma, o dia não mais, agora é memória... A chuva acalenta os que dormem e sonham com a próxima vez.
Profº Neilton Limeira
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